26 de fevereiro de 2010

Incrível - Fiat e Ferrari

Campanha da FIAT, apresentando uma excelente sacada de Marketing! FIAT MIO
 http://www.youtube.com/watch?v=NoPMwiS9Abw

Ferrari World Abu Dhabi ( Yas Island ) ... SENSACIONAL!!!
http://www.youtube.com/watch?v=x6lpDyYycoE

25 de fevereiro de 2010

Evidência Física - O charme do fogo

Aquele sabor especial de conhaque ou licor escondido entre as notas dos ingredientes principais, mas sempre perceptível, é o resultado do processo de flambagem. Embora esta técnica seja antiga e não muito usual na cozinha contemporânea, ela ainda confere um charme aos pratos e encanta os amantes da boa mesa. Mesmo simples, o preparo guarda alguns segredos que garantem o bom resultado.
Na hora de fazer carnes, vermelhas ou brancas, a bebida mais tradicional é o conhaque, mas outras também podem ser utilizadas. Para as carnes mais fortes, como as de caça, o uísque é a bebida indicada; as vermelhas caem bem com vinho tinto. Os frutos do mar fiquem saborosos com o arak, um destilado árabe à base de tâmara ou uva, mas outra opção indicada é o vinho branco ou o saquê.
O chef e organizador de eventos Fábio Colussi Campos explica que para essas bebidas a temperatura deve ser bem alta, acima de 200 graus C, pois elas demoram mais tempo para chegar à combustão. “Uma dica muito importante é que a bebida só deve ser colocada quando a carne está sem nenhum líquido e a panela bem quente, para que o sabor penetre no alimento. Também não pode ter qualquer erva seca, porque ela acaba queimando com o fogo. As ervas devem ser colocadas depois.”
Para escolher a bebida adequada ao doce o ideal é optar por aquelas que têm teor alcoólico de 40%. As mais usadas são o rum, licor, conhaque, aguardente de frutas, gim e uísque. De acordo com o chef Dario Nazareth Vianna, professor do novo curso de Boulan­gerie e Pâtisserie do Centro Euro­peu, as sobremesas que utilizam a técnica são as que levam frutas e sorvetes. Na hora de flambá-los, a escolha da bebida deve ser feita pensando no aroma que se deseja obter. “Para o aroma de cereja, podemos usar o kirsch. Para o de maçã, os destilados calvados; para os de peras, o eau-de-vie e para o de laranja, o licor cointreau ou o grand manier”, explica.
Um cuidado essencial que deve-se ter na hora de flambar é com a quantidade da bebida, pois ela não deve causar confusão ao paladar. “Os doces são a nossa última lembrança das refeições, e ela deve ser equilibrada e gratificante. Por isso a quantidade de álcool deve ser suficiente para harmonizar com os outros ingredientes. O alto residual de álcool que resulta do processo de flambar exige que limitemos a sua quantidade”, diz Vianna. A medida ideal é de menos de 10% de álcool para o peso da sobremesa. Em média, usa-se 10 ml de álcool para cada 100 g de doce.
Assim como para os pratos salgados, o charme da flambar os doces não está apenas no sabor, mas no visual. Flambar na mesa, principalmente quando o local está em penumbra, é agradável aos olhos e aguça o paladar.

Publicado na GAZETA DO POVO em 11/02/2010  por Anna Simas

Apple

24 de fevereiro de 2010

23 de fevereiro de 2010

A vida é curta!

Sabe que a grande recompensa em lecionar é o conhecimento que se adquire em sala de aula. Etaaaaa necessidade louca de escrever sobre a vida e avisar que é curta demais para perdermos tempo com bobagens e assuntos secundários. Precisamos acreditar que podemos ser o número 1 em tudo que fazemos! Este assunto me lembra um discurso de Steve Jobs que foi o tema de parte da aula de hoje. Acreditar em sí mesmo, querer construir pontes e fazer fogueiras, mesmo que precise iniciar do zero ... vale muito a pena!
"O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário." A transcrição completa do discurso está no site Você S/A, vale a pena ler!
Galera, este é o momento certo para mudanças. Hora de se encher de coragem, confiar no seu potencial e colocar os dois pés no chão. Somos artistas de nosso próprio destino e criadores de idéias geniais, somos profissionais de Marketing, somos apaixonados por desafios e nosso maior foco é o consumidor final. Seja no desenvolvimento de novos produtos, no entendimento do comportamento do consumidor ou no desbravamento do marketing de serviços. Somos idealizadores de uma nova era e queremos fazer história. Vamos que vamos ... o momento é agora!

22 de fevereiro de 2010

Gigantes viram a mesa em nome do crescimento

Microsoft, Intel e Nokia quebram suas próprias tradições para ganhar espaço no mercado de smartphones, no qual Apple e Google se tornaram referência. Gostei muito deste texto que explica de fato estas mudanças na Gazeta do Povo. Vamos lá ...

O passo frenético da indústria da telefonia celular forçou alguns dos gigantes mundiais do segmento a romper laços com o passado. Microsoft, Intel e Nokia, todas líderes em seus mercados, estão sofrendo para tirar lucros do crescimento dos smartphones. Presentes à maior conferência de telefonia móvel do mundo – o World Mobile Congress, realizado na semana passada, na Espanha –, elas deram um recado claro: estão dispostas a abandonar suas tradições para ganhar uma segunda chance no mercado de telefonia móvel. Seu alvo é reduzir a distância que as separa de empresas que estão muito à frente, como a Apple e Google.
As novidades começaram na segunda-feira, quando a Mi­­crosoft apresentou seu novo sistema operacional para smartphones. A série Windows 7 para celulares substitui versão 6.5, lançada em outubro, e chega às lojas até o fim deste ano. “Para nós, não existe dúvida que precisávamos e queríamos fazer algumas coisas fora do convencional e bem diferentes do nosso passado e, vocês irão concordar, bem distinta do que existe hoje no mercado”, disse Steve Ballmer, chefe-executivo da Microsoft.
O novo Windows Phone tem um visual menos poluído do que a maioria dos sistemas atuais para smartphones, com apenas alguns ícones coloridos sobre um fundo preto. Os ícones para iniciar tarefas, como o acesso a caixa de e-mails ou às funções de chamada, estão devidamente identificados com texto, ao mesmo tempo em que ícones maiores foram usados para funções como fotos e música. Os executivos da Microsoft descreveram os ícones como “títulos vivos” que serão atualizados com informações relevantes, seja um novo compromisso da agenda ou a atualização de status de um amigo no Face­­book. O software abusa da interface do Zune, o player de músicas da Microsoft, e todos os novos produtos com o Windows Phone terão funções de música embutidas. A Microsoft também associou o serviço de games do Xbox Live ao software do telefone.
A nova versão do software representa uma raridade para a Microsoft – a empresa descartou as versões anteriores e fez uma a partir do zero. Foram 18 meses tentando conferir brilho e sofisticação a um produto que foi ridicularizado e classificado como esquisito e muito ousado para as tradições da empresa. “Cremos que esta é realmente uma grande oportunidade para um novo começo. Os consumidores possuem uma capacidade incrível para retestar produtos”, disse Todd Peters, vice-presidente de marketing para o segmento de telefonia celular da Microsoft.
A Microsoft planeja reorganizar sua divisão de telefonia móvel e apresentar ao público uma interface de telefonia nunca vista antes no mercado. Há mais de dois anos, a companhia começou a “roubar” executivos de várias indústrias na esperança de revitalizar seu grupo de software para telefonia móvel.
Intel e Nokia também optaram por começar do zero. As empresas decidiram criar uma plataforma de software chamada MeeGo, que eles esperam fazer sucesso em carros, telefones residenciais, smartphones e computadores. As empresas procuram atrair desenvolvedores de software para o MeeGo, e a Intel chegou ao ponto de cogitar a idéia de rodar o MeeGo em chips rivais se isto ajudar o software a ser mais popular. Os analistas apontam que o mercado de telefonia móvel continua aquecido, o que dá plenas chances para que essas empresas façam muito barulho se conseguirem criar algo que chame a atenção dos consumidores.

Publicado em 22/02/2010 The New York Times

12 de fevereiro de 2010

Ecologicamente responsável?

Galera, vejam que ótima sacada! Criatividade nota 10, agregando "Valor" à marca!


A Best Buy resolveu dar um passo a frente no reaproveitamento de eletrônicos antigos e lançou um programa de reciclagem voltado para isso.
E para divulgar esse novo conceito de “e-Cycle” (reciclagem de eletrônicos), a empresa instalou um outdoor, em plena Times Square, com a escrita toda feita com equipamentos eletrônicos. A assinatura diz: “No matter where you bought it, we’ll recycle it.” (Não importa onde você comprou. Nós vamos reciclá-lo.)

10 de fevereiro de 2010

Mudou?

9 de fevereiro de 2010

O que motiva o consumidor a comprar?

A motivação do consumidor para entrar em uma loja é uma informação preciosa para o departamento de Marketing de qualquer empresa. Para conhecer um pouco mais sobre este mistério que permeia a mente de muitos profissionais de Marketing, o Mundo do Marketing foi para o shopping Riosul, no Rio de Janeiro, para saber: o que motiva os consumidores a entrarem em determinada loja?
As respostas, como se esperava, são diversas. Mas a vitrine é a principal arma das lojas de shopping para tentar atrair o consumidor, assim como um bom atendimento, que fez com que Jonas Filho fosse buscar a loja Opção para a compra de um produto. Vitrine e atendimento são apenas algumas destas ferramentas que os pontos-de-venda precisam ter.
Qualidade, variedade de produtos e preço também estão na lista dos diferenciais mais citados. Porém, existem outras motivações que estão fora do alcance das empresas de varejo. A segurança de estar dentro de um shopping, a proximidade ou facilidade de acesso ao ponto-de-venda e até uma promessa feita para a filha, fazem os consumidores decidirem em questão de milésimos de segundo em que loja entrar.

Promessa é dívida...e também motiva
Saindo de uma loja de brinquedos com a filha, Elisa Borges Pereira mostrou que o que a fez entrar no ponto-de-venda não se encaixa em nenhuma estratégia de Marketing. “Minha filha ficou nervosa quando estávamos em uma enchente e prometi que se ficasse calma eu daria um presente a ela. Quando fazemos uma promessa para alguém, ainda mais para uma criança, temos que cumprir”, explica.
Além de buscar lojas de artigos infantis para presentear sua filha, Elisa ainda apontou para outro dado intrigante para os departamentos de Marketing que estudam o comportamento do consumidor. “As lojas de rua não tem segurança e por isso resolvi que a compra deste presente deveria ser feita num shopping, que é mais seguro”, aponta.
A compra por impulso também se vê com facilidade no varejo. No caso da aposentada Zélia Miranda e de outra compradora que prefere não se identificar, a vitrine atraiu a primeira, mas dentro da Casa & Vídeo, sua acompanhante encontrou um produto que estava procurando há dias. “Estava procurando um telefone e quando vi na loja, comprei. Foi por acaso”, diz.

Localização X variedade
Até o Dia das Crianças – que foi comemorado no dia 12 deste mês – ainda faz a alegria dos vendedores do Riosul. De acordo com a empresária Beatriz Lopes, o cartão da Lojas Americanas e a consequente facilidade no pagamento das compras foi o que a motivou a dar o presente de Dia das Crianças para sua sobrinha. “A facilidade de pagamento é o que me faz vir à loja com frequência”, acredita.
A localização do ponto-de-venda também é um diferencial motivacional para os consumidores. Lení Maria, funcionária do shopping Riosul, decidiu comprar produtos para o lar na Lojas Americanas por conta da praticidade. “É o lugar mais perto para eu comprar estes produtos. Além disso, a variedade facilita a compra. Só o preço é que eu diria que é razoável”, avalia Lení.
A variedade de produtos da loja Mercatto também chamou a atenção da vendedora Cristiana Mattos. “A loja também oferece um preço bom, mas a variedade é mais importante e é o que me motiva a comprar aqui”, diz. Saindo da mesma loja, Regina Sales, aposentada, foi atraída inicialmente pela vitrine, mas logo percebeu o principal diferencial da marca. “A vitrine chama a atenção, mas a variedade de produtos é o que me mais chamou a atenção”. Apesar do destaque dado às opções de peças de roupa oferecida pela Mercatto, a variedade pode acarretar em dúvidas. “Não comprei nada porque não achei algo que me interessou”, aponta.

Preço, atendimento...e concorrência
O fato de ter uma empresa concorrente atuando em um shopping center também é motivador de compra. Com a variedade de lojas do Riosul, a empresária do ramo de calçados, Ana Claudia, busca peças que possam servir de inspiração para suas futuras coleções. “Estou pesquisando lojas de calçados para lançar novos produtos”, conta.
O bom e velho atendimento continua sendo um diferencial para os pontos-de-venda. Levar o cliente até a porta e tratá-lo com cuidado e respeito ainda traz resultados. É o que diz Jonas Filho, profissional de TI, ao sair da loja Opção com uma compra. “Tenho afinidade e já conheço a marca. A qualidade dos produtos é o grande diferencial. O atendimento eu não preciso falar. É nota dez”, resume.
Na Lojas Americanas, o preço dos produtos foi o que motivou a compra da atendente Andrea Pereira. “Lá é mais barato”. Curiosamente foi a mesma opinião da publicitária Adriana Alves, ao sair da Zara. “Costumo comprar presentes lá por causa da qualidade e do design das roupas para crianças, mas o preço também me chama a atenção”, completa.
Por Thiago Terra, do Mundo do Marketing

8 de fevereiro de 2010

Trabalho em equipe

2010 - ????

Este final de semana estive conversando com um grande amigo de Minas, dono de um dos Blogs de Comunicação mais acessados do Brasil e um dos grandes profissionais de publicidade e propaganda deste país. Normalmente trocamos posts e compartilhamos nossos conhecimentos sobre as áreas de Marketing e Comunicação, quase que uma fraternidade do conhecimento. Listamos alguns atributos que os profissionais ligados a estas áreas podem alcançar neste ano que verdadeiramente promete. Concordamos que "tomar boas decisões" será um pilar essencial para o sucesso. Também acreditamos que "saber especificamente o que você quer alcançar" é importantíssimo para que seus objetivos sejam realizaveis. "Ganhar a confiança e o respeito das pessoas e das empresas" precisa ser trabalhado constantemente, somente assim poderemos "entender as táticas para fazer as coisas acontecerem e para mudar o pensamento das pessoas".
O Youtube é fantástico mesmo! Nestes último dias estou preocupado sobre como irei cumprir com minhas metas deste ano, haja vista a correria é total e está consumindo meu tempo de forma irreversível. Buscando algum vídeo que me trouxesse respostas, encontrei um que já estava em meus arquivos e que já tinha compartilhado com meus alunos, enfim, um vídeo incrível que fala sobre nosso grande campeão Ayrton Senna. Seja brilhante! Seja o melhor que puder sempre! Frases marcantes que me ajudam a compreender que meus objetivos para serem cumpridos dependem exclusivamente de mim!
Então? Vamos que vamos! Ótima semana, tudo de bommmmm ...

4 de fevereiro de 2010

3 de fevereiro de 2010

Wal*volução

Qual o valor de sua marca?

O Seth Godin, um dos mais populares especialistas de marketing da atualidade, postou uma definição bem interessante de marca.
Para ele ‘Uma marca é um conjunto de expectativas, memórias, histórias e relacionamentos que, juntos, são responsáveis pela decisão do consumidor na escolha de um produto ou serviço. Se o consumidor (seja um negócio, um comprador, um eleitor ou um doador) não paga um preço premium, não faz uma escolha ou não espalha uma informação, não existe valor de marca para ele. O valor de marca é, simplesmente, a soma total de quanto as pessoas pagariam a mais por algo, ou com que frequência escolhem uma marca em relação a outras alternativas.’
Lembra muito a definição do antropólogo Bob Deutsch, de que “Marca é uma fusão metafórica entre as histórias que as pessoas têm de um produto e as suas próprias histórias.” A diferença é que, aqui, a história de vida das pessoas – que define quem cada um é - ganha mais espaço.
Ambas, no entanto, mostram o quanto a força de uma marca depende muito mais do que seus consumidores sentem sobre ela do que, como muitos ainda pensam, o que ela diz pra eles. A experiência com a marca vale muito mais do que a sua exposição. Assim, reputação, relevância, utilidade e storytelling podem ser consideradas as palavrinhas da vez.
Não é à toa que, uma das coisas que mais temos ouvido é que ‘ações valem muito mais do que palavras’.
por CHMKT

2 de fevereiro de 2010

Uma ótima maneira de ter grandes ideias

Acabei de ler um post interessantíssimo no Duct Tape Marketing que fala de um método usado pelo autor, o John Jantsch, para ter ideias. Gostei por ser algo que também costumo fazer e que ajuda a responder a uma pergunta que sempre me fazem: de onde tiro tanto assunto. Além disso, trata-se de um post que tem a ver com inovação – assunto que será cada vez mais freqüente por aqui. O Jantsch alerta que o tal método não tem base em pesquisa científica pra sustentar a teoria, mas, pra ele (e pra mim) funciona.
Ele conta que quando está em busca de inspiração pra escrever um post, um artigo, um livro ou pra tentar conectar os pontos pra chegar a um todo, ele sempre cai no processo que chama de ‘leitura monocromática’. É simples, só que extremamente poderoso.
Sempre que precisa de ideias, ele lê. A diferença é que essa leitura é de assuntos totalmente não relacionados ao tema principal. As melhores ideias, segundo ele, vem de textos que nada tem a ver com a sua intenção inicial. Por exemplo, se você deseja escrever sobre estratégia, a sua grande ideia pode vir de um artigo sobre como as abelhas constroem colméias (pra ele, leituras sobre a natureza são as melhores). O assunto, no entanto, não importa. Dá pra ler qualquer coisa, segundo ele, desde que você tenha absorvido bem qual é o foco desejado. Logo, as ideias começam a surgir para servir a esse tema.
As ideias originais que surgem desse processo, conta Jantsch, são fantásticas. Portanto, vale para quem trabalha com planejamento, criação, etc. Sabe aqueles momentos em que o cérebro parece travar – as ideias acabam e nada vem à mente? O método ajuda muito nessa hora.
O mais interessante é que nos negócios, as melhores ideias também vem de fora do setor. Olhar para outros mercados pode ser fonte de inovações bem interessantes.
É uma ótima ferramenta. Vale a pena experimentar.
E você? Tem algum método que utiliza para ter boas ideias? Deixe seu comentário.
por CHMKT

1 de fevereiro de 2010

Algumas lições cruciais para o varejo

No início do ano, aconteceu em Nova York o maior evento mundial do varejo: o Big Show anual da National Retail Federation (NRF). A repercussão foi enorme e diversas coberturas foram feitas em sites e blogs.
O que mais chamou a atenção foi que, esse ano, não se falou em inovações revolucionárias ou descobertas mirabolantes, mas sim de aperfeiçoar a execução e fazer o básico muito bem feito. Em um período de recuperação econômica, a recomendação foi o ‘back to basics’.
A palestra mais elogiada foi a Super Session ‘How Leadership, Loyalty and Transparency Fuel Growth, ministrada pelo Sir Terry Leahy, CEO da rede britânica de supermercados Tesco. Ele é autor de uma frase que gosto bastante: "Muitas organizaçoes dizem que ouvem os clientes, mas elas são bem seletivas na hora de decidir o que se permitem escutar". E ele tem propriedade para dizer isso, pois a grande guinada da empresa que preside veio com o desenvolvimento de um entendimento profundo do consumidor.
A Tesco permite que as pessoas utilizem tecnologias nas próprias lojas para enviar feedback, que é analisado e utilizado para melhorar a experiência de consumo. Com isso, o capital da Tesco aumentou 8 vezes nos últimos 15 anos, enquanto gigantes como Marks & Spencer ficaram estagnados.
Segundo o executivo, o mundo não mudou muito. Para ele, os consumidores ainda querem uma vida melhor, querem os benefícios materiais de uma vida melhor, o que representa uma grande oportunidade para a empresa. ‘Se conseguirmos ajudar essas pessoas a conseguirem essa vida melhor’, destacou, ‘teremos um negócio, e isso é verdade agora assim como era na outra recessão de 1992’.
Outra linha estratégica que vem fazendo a Tesco crescer acima da média dos mercados onde se encontra é o desenvolvimento de uma operação global, multicanal e multiformatos. Além disso, Leahy mostrou que, para alcançar sucesso, a Tesco vem continuamente dando um grande foco à execução no dia a dia das lojas, motivando as pessoas e agregando valor. A conclusão: gerar fidelidade é, em última instância, resultado do que a empresa entrega ao cliente.
O ápice da apresentação foi uma lista de 10 lições de gestão desenvolvida por ele com base na sua experiência. Não tem nada que nunca foi dito, mas como estamos falando de uma volta ao básico, nada mais pertinente. Os pontos levantados foram:
1. Encontre a verdade. Não confie apenas em pesquisa ou em experiências passadas. Descubra a situação atual da sua empresa conversando diretamente com seus consumidores. Eles serão honestos sobre o que é bom e ruim no seu negócio.
2. Metas ambiciosas. Elas conseguem inspirar toda a organização. As metas da Tesco incluíram ser a escolha número 1 do varejo para os consumidores britânicos, ser tão forte em não-alimentos assim como é em alimentos, tornar-se líder no varejo global e inventar serviços de varejo.
3. Visão, valores e cultura. Esses três pontos são mais importantes do que qualquer plano, estratégia ou tática. Seus funcionários podem ajudá-lo a entender quais valores sua empresa deveria ter.
4. Acompanhe seu consumidor de perto. Você não será capaz de adivinhar o que os consumidores querem. Portanto, precisa estar perto deles, observá-los e estar preparado quando enxergar uma mudança.
5. Direcione. Como você relaciona ideias amplas do negócio com o que sua equipe, em todos os níveis, trabalha no dia-a-dia? A Tesco focou em estabelecer métricas específicas para consumidores, comunidade, operações, pessoas e finanças. Todo mundo, em cada parte do ciclo, sabe exatamente como estão relacionados com a estratégia geral da empresa.
6. Pessoas, processos, sistemas. É essa a ordem do processo de transformar seus planos em experiência do consumidor.
7. Lean Thinking (Mentalidade Enxuta): É a procura pela maximização do valor através da contínua eliminação de desperdícios. Trata-se de uma filosofia gerencial inspirada nas práticas e resultados do Sistema Toyota de Produção. Procura identificar valor sob a ótica do cliente final, alinhar na melhor seqüência as etapas necessárias que criam valor, realizar estas etapas de maneira contínua, sempre que alguém as solicita de maneira cada vez mais eficaz.
8. O simples é melhor do que o complexo. Desenvolva uma cultura de simplicidade. A comunicação foi um dos exemplos do Leahy. A tesco se voltou ao mercado de jornais para entender melhor como comunicar-se com simplicidade.
9. Concorrência é bom. Aprenda com seus concorrentes e não foque nas suas falhas. Foque nas forças dos concorrentes.
10. Liderança. A definição favorita dele para essa palavra é ‘um líder te leva mais longe do que você iria sozinho’.
por CHMKT