4 de fevereiro de 2010
3 de fevereiro de 2010
Qual o valor de sua marca?
O Seth Godin, um dos mais populares especialistas de marketing da atualidade, postou uma definição bem interessante de marca.
Para ele ‘Uma marca é um conjunto de expectativas, memórias, histórias e relacionamentos que, juntos, são responsáveis pela decisão do consumidor na escolha de um produto ou serviço. Se o consumidor (seja um negócio, um comprador, um eleitor ou um doador) não paga um preço premium, não faz uma escolha ou não espalha uma informação, não existe valor de marca para ele. O valor de marca é, simplesmente, a soma total de quanto as pessoas pagariam a mais por algo, ou com que frequência escolhem uma marca em relação a outras alternativas.’
Lembra muito a definição do antropólogo Bob Deutsch, de que “Marca é uma fusão metafórica entre as histórias que as pessoas têm de um produto e as suas próprias histórias.” A diferença é que, aqui, a história de vida das pessoas – que define quem cada um é - ganha mais espaço.
Ambas, no entanto, mostram o quanto a força de uma marca depende muito mais do que seus consumidores sentem sobre ela do que, como muitos ainda pensam, o que ela diz pra eles. A experiência com a marca vale muito mais do que a sua exposição. Assim, reputação, relevância, utilidade e storytelling podem ser consideradas as palavrinhas da vez.
Não é à toa que, uma das coisas que mais temos ouvido é que ‘ações valem muito mais do que palavras’.
por CHMKT
por CHMKT
2 de fevereiro de 2010
Uma ótima maneira de ter grandes ideias
Acabei de ler um post interessantíssimo no Duct Tape Marketing que fala de um método usado pelo autor, o John Jantsch, para ter ideias. Gostei por ser algo que também costumo fazer e que ajuda a responder a uma pergunta que sempre me fazem: de onde tiro tanto assunto. Além disso, trata-se de um post que tem a ver com inovação – assunto que será cada vez mais freqüente por aqui. O Jantsch alerta que o tal método não tem base em pesquisa científica pra sustentar a teoria, mas, pra ele (e pra mim) funciona.
Ele conta que quando está em busca de inspiração pra escrever um post, um artigo, um livro ou pra tentar conectar os pontos pra chegar a um todo, ele sempre cai no processo que chama de ‘leitura monocromática’. É simples, só que extremamente poderoso.
Sempre que precisa de ideias, ele lê. A diferença é que essa leitura é de assuntos totalmente não relacionados ao tema principal. As melhores ideias, segundo ele, vem de textos que nada tem a ver com a sua intenção inicial. Por exemplo, se você deseja escrever sobre estratégia, a sua grande ideia pode vir de um artigo sobre como as abelhas constroem colméias (pra ele, leituras sobre a natureza são as melhores). O assunto, no entanto, não importa. Dá pra ler qualquer coisa, segundo ele, desde que você tenha absorvido bem qual é o foco desejado. Logo, as ideias começam a surgir para servir a esse tema.
As ideias originais que surgem desse processo, conta Jantsch, são fantásticas. Portanto, vale para quem trabalha com planejamento, criação, etc. Sabe aqueles momentos em que o cérebro parece travar – as ideias acabam e nada vem à mente? O método ajuda muito nessa hora.
O mais interessante é que nos negócios, as melhores ideias também vem de fora do setor. Olhar para outros mercados pode ser fonte de inovações bem interessantes.
É uma ótima ferramenta. Vale a pena experimentar.
E você? Tem algum método que utiliza para ter boas ideias? Deixe seu comentário.
por CHMKT
por CHMKT
1 de fevereiro de 2010
Algumas lições cruciais para o varejo
O que mais chamou a atenção foi que, esse ano, não se falou em inovações revolucionárias ou descobertas mirabolantes, mas sim de aperfeiçoar a execução e fazer o básico muito bem feito. Em um período de recuperação econômica, a recomendação foi o ‘back to basics’.
A palestra mais elogiada foi a Super Session ‘How Leadership, Loyalty and Transparency Fuel Growth, ministrada pelo Sir Terry Leahy, CEO da rede britânica de supermercados Tesco. Ele é autor de uma frase que gosto bastante: "Muitas organizaçoes dizem que ouvem os clientes, mas elas são bem seletivas na hora de decidir o que se permitem escutar". E ele tem propriedade para dizer isso, pois a grande guinada da empresa que preside veio com o desenvolvimento de um entendimento profundo do consumidor.
A Tesco permite que as pessoas utilizem tecnologias nas próprias lojas para enviar feedback, que é analisado e utilizado para melhorar a experiência de consumo. Com isso, o capital da Tesco aumentou 8 vezes nos últimos 15 anos, enquanto gigantes como Marks & Spencer ficaram estagnados.
Segundo o executivo, o mundo não mudou muito. Para ele, os consumidores ainda querem uma vida melhor, querem os benefícios materiais de uma vida melhor, o que representa uma grande oportunidade para a empresa. ‘Se conseguirmos ajudar essas pessoas a conseguirem essa vida melhor’, destacou, ‘teremos um negócio, e isso é verdade agora assim como era na outra recessão de 1992’.
Outra linha estratégica que vem fazendo a Tesco crescer acima da média dos mercados onde se encontra é o desenvolvimento de uma operação global, multicanal e multiformatos. Além disso, Leahy mostrou que, para alcançar sucesso, a Tesco vem continuamente dando um grande foco à execução no dia a dia das lojas, motivando as pessoas e agregando valor. A conclusão: gerar fidelidade é, em última instância, resultado do que a empresa entrega ao cliente.
O ápice da apresentação foi uma lista de 10 lições de gestão desenvolvida por ele com base na sua experiência. Não tem nada que nunca foi dito, mas como estamos falando de uma volta ao básico, nada mais pertinente. Os pontos levantados foram:
1. Encontre a verdade. Não confie apenas em pesquisa ou em experiências passadas. Descubra a situação atual da sua empresa conversando diretamente com seus consumidores. Eles serão honestos sobre o que é bom e ruim no seu negócio.
2. Metas ambiciosas. Elas conseguem inspirar toda a organização. As metas da Tesco incluíram ser a escolha número 1 do varejo para os consumidores britânicos, ser tão forte em não-alimentos assim como é em alimentos, tornar-se líder no varejo global e inventar serviços de varejo.
3. Visão, valores e cultura. Esses três pontos são mais importantes do que qualquer plano, estratégia ou tática. Seus funcionários podem ajudá-lo a entender quais valores sua empresa deveria ter.
4. Acompanhe seu consumidor de perto. Você não será capaz de adivinhar o que os consumidores querem. Portanto, precisa estar perto deles, observá-los e estar preparado quando enxergar uma mudança.
5. Direcione. Como você relaciona ideias amplas do negócio com o que sua equipe, em todos os níveis, trabalha no dia-a-dia? A Tesco focou em estabelecer métricas específicas para consumidores, comunidade, operações, pessoas e finanças. Todo mundo, em cada parte do ciclo, sabe exatamente como estão relacionados com a estratégia geral da empresa.
6. Pessoas, processos, sistemas. É essa a ordem do processo de transformar seus planos em experiência do consumidor.
7. Lean Thinking (Mentalidade Enxuta): É a procura pela maximização do valor através da contínua eliminação de desperdícios. Trata-se de uma filosofia gerencial inspirada nas práticas e resultados do Sistema Toyota de Produção. Procura identificar valor sob a ótica do cliente final, alinhar na melhor seqüência as etapas necessárias que criam valor, realizar estas etapas de maneira contínua, sempre que alguém as solicita de maneira cada vez mais eficaz.
8. O simples é melhor do que o complexo. Desenvolva uma cultura de simplicidade. A comunicação foi um dos exemplos do Leahy. A tesco se voltou ao mercado de jornais para entender melhor como comunicar-se com simplicidade.
9. Concorrência é bom. Aprenda com seus concorrentes e não foque nas suas falhas. Foque nas forças dos concorrentes.
10. Liderança. A definição favorita dele para essa palavra é ‘um líder te leva mais longe do que você iria sozinho’.
por CHMKT
por CHMKT
Assinar:
Postagens (Atom)



