23 de dezembro de 2010

8 tendências para a web 2.0 em 2011

A e.life, consultoria de inteligência de mercado nas redes sociais e gestão de relacionamento 2.0, divulgou um estudo em que aponta oito tendências que a empresa considera relevantes para o ano que vem:
O começo do fim do Orkut? Este ano o Orkut deixou de ser líder na Índia e a e.life acredita que em 2011 será a vez do Brasil de assistir o começo do êxodo dos usuários do Orkut para o Facebook. À medida que a plataforma de Zuckerberg  avança no mundo, paralelamente à crescente inclusão do Brasil em campanhas de marcas globais, mais consumidores se registarão no Facebook, levando consigo seus amigos. O efeito será sentido pelo líder absoluto brasileiro nas redes sociais.
A ascensão do atendimento ao consumidor nas redes sociais: na metade do ano 2000 áreas de atendimento das empresas viram o canal e-mail tornar-se um dos preferidos pelos consumidores. No início dessa nova década uma revolução nada silenciosa que começou com os blogs agora toma conta de cada pedaço do que se chamou mídia social. Milhões de brasileiros no próximo ano vão reclamar do banco, da companhia de telefone, do supermercado e de tantos outros serviços. A diferença é que no ano que vem muito mais empresas estarão “lá” para ouvi-los e atendê-los.
Marcas anunciam para os brasileiros no Twitter:provavelmente já no segundo trimestre de 2011 agências brasileiras terão um novo desafio: criar microanúncios para o microblog que mais cresce no mundo. O Twitter ainda não revelou todos os detalhes de sua oferta de venda de publicidade. Entretanto, já se sabe que para cadastrar potenciais anunciantes, dois formatos estarão disponíveis: tweets patrocinados e trends patrocinados.
Web sites irrelevantes: com a migração das empresas para as redes sociais os sites corporativos e de produtos se tornarão cada vez mais irrelevantes e muitas empresas irão concentrar suas estratégias on-line em redes sociais mais populares – como Twitter e Facebook. A migração tornará mais fácil mensurar as estratégias digitais, mas em contrapartida as empresas precisarão estar mais dispostas ao diálogo. Caso contrário, crises nestes ambientes fechados serão mais frequentes. Algumas empresas não abandonarão seus sites corporativos, mas os tornarão mais conectados às redes sociais em 2011.
Insights em real time: as áreas de inteligência e as empresas de pesquisa de mercado irão finalmente descobrir as redes sociais, porém vão aprender rapidamente que elas requerem entregas de insights em tempo real, cada vez mais rápido. As redes sociais vão produzir um novo tipo de analista de mercado que precisará usar software que entregue insights em tempo real. Relatórios longos, de produção demorada e com periodicidades muito longas ficarão ultrapassados. A pesquisa precisará acompanhar o timing das redes sociais para entregar insights cada vez mais pontuais.
Foco maior no pré-compra: as empresas irão prestar mais atenção no comportamento de compra dos consumidores nas redes sociais, mapeando não apenas o pós-compra (a monitoraçao de buzz negativo), como acontece hoje, mas a intenção de compra da categoria ou de marcas. A monitoração da intenção de compra permitirá as empresas compreenderem quais os aspectos os consumidores mais valorizam na categoria, as percepções sobre cada marca e os influenciadores na decisão de compra (laços fortes, laços fracos, campanhas etc). Esta mudança de foco para o pré-compra criará, porém, a necessidade de associações de anunciantes e relacionamento com o consumidor produzirem um código de conduta para disciplinar a prospecção do consumidor nas redes sociais. Os dados de intenção de compra nas redes sociais também serão cruzados com outros dados, como vendas, visitas ao ponto de venda etc.
Fim das barreiras on-line/off-line: algumas agências já derrubaram as paredes entre seus departamentos on-line e off-line. A mudança gerará uma onda de aquisições de agências on-line e a contratação de profissionais desta área vai crescer pelas agências tradicionais. Mas o mais importante será a chegada das redes sociais aos pontos de venda físicos. Aguarde desde a simples sinalização do Twitter oficial da empresa no ponto de venda a aplicativos que permitirão o relacionamento do consumidor quando ele estiver na loja física.
Agora somente com uma mão: depois do touchscreen e o sucesso de smartphones e tablets, cada vez mais veremos dispositivos e ações com sensores de movimento. Desde aplicativos simples como web cam games, até ações mais sofisticadas utilizando tecnologias parecidas com o Kinect.

Por Redação do IDG Now!



8 de dezembro de 2010

10 tendências do consumo global de mídia

O site americano Advertising Age listou o que considera ser as 10 tendências globais de consumo de mídia. Na análise, muito sobre TV, jornais impressos e, evidentemente, o crescimento do digital e suas redes sociais, além da platafatorma móvel. O Brasil e outros mercados em desenvolvimento são citados.
Enquanto estamos obcecados com a carnificina (crise) nos mercados de mídia americana nos últimos anos, o cenário da mídia mundial tem espelhado uma economia mais ampla – o que quer dizer que as nações desenvolvidas estão se fragmentando enquanto nações em desenvolvimento estão tendo sucesso. Isto é tão verdade para TV e jornais como é também para vídeos online e mobile.
O mais recente estudo do Ad Age Insight’s, de Greg Lindsay, é um olhar sobre como as mídias estão realmente sendo consumidas ao redor do mundo, além de seu aspecto de puro negócio. Abaixo, 10 tendências que estão moldando o consumo em mercados tradicionais e emergentes. 
1) Mesmo relativamente, a população pobre agora considera a TV uma necessidade
Em 2010, quase metade dos lares indianos já tem TV. Em 2001, a porcentagem era menos de 1/3. Mas em áreas urbanas, esse número salta para 96%. (Compare isso a 7% de indianos que usam a internet). No Kenya, por exemplo, a taxa de penetração da TV cresceu de cerca de 60% para 70% em quatro anos: de 2005 a 2009, mesmo tendo um crescimento de quase metade dos números de lares mensurados. Mesmo nas favelas de São Paulo, o aparelho de TV é líder em vendas na cadeia de varejo Casas Bahia, apesar de o fato de que os moradores tendem a não terem eletricidade ou água corrente.  2) Apesar da internet, estamos assistindo mais e não menos
Na média, os EUA assistiram a 280 minutos de TV por dia em 2009, mais de 4,5 horas e um aumento de 3 minutos em relação ao ano anterior. Um crescimento similar pode ser visto em todo o mundo, onde a média das pessoas que assistem à TV é de 3 horas e 12 minutos por dia. 
3) O que o mundo está assistindo? Futebol americano, American Idol – como concursos e telenovelas
A Copa do Mundo de 2010 foi o evento televisivo mais visto da história, transmitido em todos os países (incluindo a Coréia do Norte) e conquistando uma audiência média de 400 milhões de espectadores por jogo. Mais de 1/3 das músicas do Afeganistão para “Afghan Star”, versão do país, foi para “American Idol”. A TV Globo, por exemplo, tem transmitido novelas produzidas localmente desde os anos 1970, e muitas das quais atingem audiência de 80 milhões de telespectadores. 
4) EUA e a Europa Ocidental estão perdendo circulação de jornais, mas o resto do mundo vive o sucesso do jornal
Em números de títulos e circulação, Ásia, África e a América Latina estão subindo em um ritmo anual de dois dígitos. China e a Índia são agora os lares de quase metade dos 100 melhores diários (jornais), com jornais que ostentam média de circulação de 109 mil exemplares, ou mais. Apenas na Índia, o número de jornais pagos subiu 44% e chegou a 2.700 títulos desde 2005, respondendo por mais de 1/5 de todos os títulos de jornais do planeta. 
5) Aqui esta o porquê de você manter os olhos no Facebook
Quando se trata de tempo de permanência no site, o Facebook massacra todos os rivais com 6 horas contra menos da metade para todos os outros sites considerados top 10.
A base de usuários da rede social de Mark Zuckerberg é 517 milhões de pessoas e 70% deles vivem fora dos Estados Unidos. De acordo com o estudo da rede DDB, de 1.642 usuários internacionais do Facebook, a média de fãs auto-declarados é de 31 anos, sendo que eles seguem 9 marcas. ¾ deles (76%) já clicaram em “curtir” para sinalizar que são fãs da marca. Em contrapartida, 95% deles esperam um tratamento especial e 94% estão dispostos a defender a marca se necessário.
6) Os cyber cafés são portas de entrada para populações de mercados emergentes se conectarem
A inovação dos “cyber cafés” tem ajudado a propagar o uso da internet nos mercados emergentes. Na Coréia do Norte, pessoas podem alugar acesso à banda larga por cerca de 80 centavos à hora, eliminando a necessidade de dispendiosas assinaturas mensais, e levando uma rede de relacionamento social para a Coréia e jogos online multiplayer. Cyber Cafés ou “warnets”, desde então, se espalharam para a Indonésia, onde apenas 5% dos lares têm um PC; e para o Brasil, onde os cafés são conhecidos como “LAN houses” e têm taxas de hora em hora tão baixas na casa de 1 dólar. 
7) Os BRICs levam ao consumo de vídeo online
Brasil, Rússia, Índia, China e Indonésia sediam os consumidores mais ávidos por vídeo online. Usuários de internet na China e Indonésia, por exemplo, eram 26% mais ávidos do que a média de usuários global para consumo de vídeos online, enquanto os indianos eram 21% mais ávidos, enquanto russos e brasileiros representam 11%. A internet, cada vez mais, tende a se tornar TV. Em 2009, 1/3 de todo o tráfego da internet foi vídeo. Este ano, o número subiu para 40% e a tendência é que chegue a 91% até 2014, segundo a Cisco.
8) Taxas de uso e penetração da internet são prejudicadas pelos custos de acesso. Do mobile, não
Apenas 81 milhões de indianos (7% da população) usam a internet, mas seis vezes mais (507 milhões) têm celulares. O mesmo padrão acontece mundo afora. Testemunhas da relação PC x penetração móvel: na China (20% vs. 57%); Índia (4% vs. 41%); Brasil (32% vs. 86%); e Indonésia (5% vs. 66%). 
9) Netbooks, leitores digitais e tablets vão impulsionar o crescimento do uso da internet
A proliferação de novas telas como netbooks, leitores digitais e tablets deverá duplicar o tráfego de IP até 2014, segundo a Cisco. Até lá, o equivalente a 12 bilhões de DVDs será compartilhado mensalmente pela internet. O condutor de maior crescimento é o vídeo – data-rich 3D e HD streams entregue aos computadores, aparelhos de TV e telefones, que irão levar o tráfego móvel global ao dobro a cada ano para o futuro próximo.
10) Num futuro próximo, a previsão para os hábitos de mídia do mundo está em uma palavra, ou mais:
O tempo gasto com computadores tem triplicado nas últimas décadas entre crianças de 8 a 18 anos. A maior parte do tempo gasto deste grupo é em mídia social, seguida no ranking por jogos, sites de vídeo e mensagens instantâneas. O “pacote” consumido por crianças engloba na média um total de 10 horas e 45 minutos de conteúdo de mídia em um período de 7 horas e meia de exposição.Agora faça um exercício: imagine o quanto este grupo irá consumir em média, em 10 anos, quando eles entrarem no mundo dos negócios e começarem a consumir de fato.

Tradução: Guilherme Cintra Franco

25 de novembro de 2010

8 lições do chefe de criação da Ogilvy sobre marketing



Buenos Aires - Lars Bastholm , Chefe de Criação da Ogilvy New York e da Operação Digital da agência para América Latina, palestrou na tarde desta quarta-feira (24) no El Ojo. A exemplo de seus companheiros de outros dias, mostrou cases de sucesso nos quais fica claro que o poder definitivamente está com o consumidor. Não se trata de algo efêmero. Entretanto, o que chamou atenção no painel de Bastholm foi a quantidade de citações conceituais sobre propaganda na era de junção do tradicional com o digital. Confira abaixo algumas das frases apresentadas por ele para sustentar os argumentos de que a nova era é ditada, de fato, por comunicação relevante, sincera e transformadora entre marcas e consumidores.
Marcas não serão julgadas pelo que dizem, mas pelo que fazem.
Nosso negócio não está em manter as companhias de mídia, mas sim em se conectar com o consumidor.
Não tente ditar como os consumidores devem viver. Adicione valor à forma como eles vivem.
1 em cada 7 minutos de consumo de mídia é via dispositivos móveis.
O negócio não é sobre digital x tradicional. É sobre como conectar esse consumidor moderno.
Não devemos pensar sobre ideias publicitárias, mas sim, ideias que têm apelo para divulgação.
A conversa acaba quando o consumidor dita. Não quando o plano de mídia se encerra.
Se não há diversão, saiba que não está fazendo do jeito certo.

17 de novembro de 2010

Nem sempre a mesma estratégia funciona duas vezes

O marketing digital é o uso de ferramentas digitais para, de forma estratégica, as empresas atingirem um público-alvo que esteja acessível através de alguma dessas ferramentas.
Como qualquer outro tipo de marketing a análise, planejamento e mensuração são fases extremamente importantes para o sucesso de qualquer campanha dentro do marketing digital.
A necessidade do planejamento aumenta a chance da ação cumprir seus objetivos, mas não garante que o consiga. A estratégia escolhida para cumprir determinado objetivo deve ser bem estudada e não é igual para todas as ações. Em alguns casos repetir uma ação já feita por outra empresa, ou mesmo concorrente, pode até dar certo, mas com certeza não vai oferecer tanto resultado como uma ação bem planejada. A estratégia deve ser estudada e criada conforme as necessidades do cliente, é de suma importância haver uma análise sobre o mercado, concorrentes e desenvolver a melhor forma de a empresa obter o retorno esperado.
As empresas são diferentes, suas estratégias, objetivos e necessidades são diferentes, então por que deveriam ter a mesma estratégia? O planejamento é único e deve ser reavaliado e refeito em cada nova ação, mesmo se tratando da mesma empresa. Por conseqüência é normal alguns objetivo serem os mesmo entre empresas, ou mesmo em ações de uma mesma empresa, mas a realidade do mercado, posicionamento de concorrentes, orçamento e ferramenta disponíveis vão variar a cada novo passo.
Ao contrário do que alguns possam pensar, uma estratégia semelhante dificilmente funciona da mesma forma com duas empresas, pelo menos não da mesma forma. Só porque o seu concorrente usa Orkut não quer dizer que para a sua empresa funcione do mesmo modo.
Lembre-se de que toda ação tem uma reação e o planejamento, controle e mensuração de uma ação,  tornam a ação mais segura, ao mesmo tempo em que já deixam a empresa mais preparada para possíveis reações.

11 de novembro de 2010

Estratégia é decisiva para o sucesso das empresas

Maior autoridade mundial em estratégia competitiva e autor de 18 livros, Michael Porter, direto de Nova York, mostrou sua visão de estratégia para um mercado globalizado, durante o Fórum de Marketing e Negócios do Paraná, realizado pela Escola de Negócios da Universidade Positivo. Professor da Escola de Negócios de Harvard, Porter focou na importância da estratégia nos negócios. “Os gestores costumam se concentrar nas tendências, mas eles precisam entender que a estratégia é baseada em princípios atemporais e varia de acordo com o cliente que se deseja atingir”, aponta.
O palestrante destacou que estratégia é diferente de meta, pois ela representa o posicionamento e a vantagem, e não o resultado final. “A maior meta de todo negócio deve ser o lucro e o retorno sobre o capital investido. O desempenho econômico é o que importa e os gestores precisam se concentrar nisso. Bons líderes têm que ter uma posição única e vantagem para alcançar uma lucratividade superior”, afirma Porter.
Michael explicou que existem dois níveis de estratégia, citando como exemplo, o Grupo Positivo. O nível essencial ou central, que representa uma estratégia em cada negócio separadamente. E outra a nível amplo corporativo, que engloba todos os negócios em conjunto. Ambas são importantes e devem ser pensadas pelos gestores.
Para Porter, toda empresa é uma cadeia e perpassa várias escolhas, e é fundamental que essas escolhas estejam ligadas. “Cada indústria tem sua cadeia de valor que é diferente do concorrente. O sucesso da estratégia depende de eficiência operacional e boa execução”. Michael apontou também que uma empresa não pode ser a melhor para todos. A estratégia é pensar em como ser diferente e única. “Não há sucesso sem continuidade de estratégia. É preciso entender quais são as necessidades do cliente e decidir quais delas a empresa irá satisfazer”. Segundo o palestrante, é fundamental ter um líder preparado para liderar, pois o sucesso do negócio depende disso.