8 de julho de 2010

Redes sociais ganham espaço na estratégia de Marketing

Estudo da Robert Half mostra que o monitoramento da marca é a principal atividade



As redes sociais entraram definitivamente na estratégia de Marketing das empresas brasileiras. É o que diz um estudo da Robert Half feito com 139 profissionais da área. Do total, 74% dos gerentes e diretores de Marketing usam as redes sociais como ferramenta estratégica. A pesquisa ouviu profissionais da indústria (49%), de serviços (29%), do varejo (9%) e do mercado financeiro (3%).
Somando todos os segmentos, 57% dos entrevistados afirmaram já terem feito ou que pretendem fazer algum tipo de treinamento em mídias sociais. Das atividades elaboradas nestes canais, o monitoramento da marca é a mais adotada pelos profissionais, com 20%. Em segundo está a divulgação de lançamentos (14%), seguido por pesquisa sobre os concorrentes (13%) e criação de perfis para interagir (13%). Empatados com 11% das atividades feitas nas redes sociais estão concursos e o recrutamento de profissionais.
Apesar do investimento de diversas empresas nesta ferramenta, apenas 24% dos entrevistados disseram ter verba fixa para o monitoramento da marca. A maioria deles (45%) destina somente 5% do orçamento de Marketing Digital para as redes sociais.
Por Thiago Terra, do Mundo do Marketing | 08/07/2010 - thiago@mundodomarketing.com.br 

7 de julho de 2010

PepsiCo usa mídias sociais para gerar inovação

A Pepsi firmou parceria com a empresa de capital de risco Highland Capital Partners e o site Mashable para buscar as melhores e mais brilhantes idéias através das mídias sociais. Apelidado de “innovation-incubator program” o PepsiCo10 identificará ao menos 10 promissores grupos empresariais e irá anexá-los aos programas-piloto com várias marcas da PepsiCo.“O desafio que nós enfrentamos é como se conectar e se envolver profundamente com os consumidores nesse novo cenário”, disse Seth Kaufman, diretor de investimento em mídia e estratégia da PepsiCo. ” E essa é a oportunidade para nós investirmos no futuro e encorajar jovens empreendedores que estão desenvolvendo grandes plataformas.” Essa seria uma maneira inteligente de fomentar parcerias e aprender sobre plataformas emergentes antes que elas ganhem impulso.
A Pepsi está aceitando inscrições em sua incubadora, a PepsiCo10.com. As propostas dividem-se em quatro categorias:
  • Social media
  • Mobile marketing
  • Location-based
  • Experiential marketing
A empresa irá avaliar as propostas com base na capacidade de afetar as suas marcas e o financiamento poderá variar entre $ 250.000 e US $ 10 milhões.

6 de julho de 2010

7 etapas para criar e cultivar uma Marca nas mídias sociais

1.Quem: defina a personalidade da marca e o que ela simboliza. A mídia social é sobre as pessoas conectarem-se com pessoas, e não com avatares. Dê vida à sua marca e seu negócio. Dê-lhe uma personalidade, voz e presença. Se a sua empresa fosse uma pessoa, como ela agiria, falaria, responderia?
2.O que: Ouça as conversas on-line e aprenda com elas. Avalie como a marca é percebida usando ferramentas de busca da web. Crie um benchmark que capte a percepção dos usuários e preste atenção para os sentimentos vinculados à sua marca e concorrentes. Tente o Google, Collecta.com, Google Blog Search e Analytic.ly para começar. Se você está trabalhando com um orçamento razoável, também considere o uso de serviços como Spiral16 ou Radian6.

3.Quando: Fique atento às oportunidades que surgirem. Cada ferramenta acima fornece sistemas de alerta para que você saiba o que está rolando nas mídias sociais. Monitore a web em tempo real para ver o nível de atividade que acontece todos os dias. Fique atento às conversas que representem oportunidades para uma ação positiva, bem como aquelas que contribuem para as impressões negativas.

4.Onde: Saiba onde sua presença é necessária. Twitter, Facebook, YouTube, Flickr e blogs, estão entre as redes sociais mais frequentemente usadas hoje. Utilize os serviços mencionados na etapa 2, você pode ter uma ideia exata de onde os seus clientes estão interagindo online. Uma vez que você tiver essa informação, você pode montar um plano de ação para fazer parte das conversas, aprender a construir relacionamentos valiosos, e contribuir para a fidelização.
5.Como: Torne-se parte da comunidade. Preste muita atenção à forma como as pessoas interagem, a cultura e o comportamento que existe dentro de redes sociais que são importantes para você. Suas palavras e ações revelam oportunidades para um envolvimento com valor agregado. Monitore as respostas que se seguem cada vez que você participar. Elas vão oferecer um feedback que ensina como melhorar e quais são os próximos passos que você deve tomar.
6.Por que: Encontre as razões que justificam a sua participação. Preste atenção aos temas recorrentes, questões e insights, ou a falta deles. Se o fizer, encontre as razões para o envolvimento inicial, bem como as ideias que incentivem a criatividade e dão valor para o envolvimento
7.Até que ponto: Identifique os indivíduos que podem ajudá-lo a contar a sua história. Muitas pessoas estão ganhando autoridade dentro das redes sociais e o que dizem influenciam aqueles que os rodeiam. Você pode identificá-los usando as mesmas ferramentas nas etapas 1 e 6.
por Ricardo de Paula - site: www.midiassociais.net 

5 de julho de 2010

O novo profissional de marketing

Hoje o profissional de marketing tem as funções de identificar aquilo que o consumidor deseja, decodificar de maneira clara para o restante da empresa, orientar e adequar os produtos e serviços que estão em desenvolvimento, para atender as necessidades originais dos clientes.
O profissional de marketing de hoje precisa estar envolvido coma toda a empresa para saber de tudo que se passa em relação aos clientes, ao atendimento, aos serviços, as reclamações, as novas estratégias da empresa, enfim, deve estar antenado a qualquer sinal de mudança da empresa ou do mercado.
Dentro desse enfoque, MOONEY e BERGHEIM, (2002), escreveram um livro sobre as necessidades de demandas dos consumidores, entre elas está o atendimento e serviços, em que fazem um resumo da obra no chamam de dez "demandamentos". Segue:
1 - Ganhe minha confiança - Trata-se do respeito, integridade, defesa e qualidade. Se não puder dominar este primeiro demandamento, esqueça os outros.
2 - Inspire-me – Desenvolva ligações emocionais significativas com seus consumidores por meio de experiências absorventes e mensagens motivadoras.
3 - Facilite minha vida – Simplicidade, velocidade e utilidade são os segredos para facilitar a vida do cliente. Não confunda complexidade com progresso. As melhores coisas da vida geralmente são as mais fáceis.
4 - Dê-me controle – Os consumidores esperam opções e controle, particularmente de organizações de serviço que possam oferecer auto-atendimento que respeita o ritmo individual. Coloque os consumidores no banco do motorista ou eles vão acabar com seu estacionamento.
5 - Guie-me – Muito ruído, falta de contexto – eis o problema. Portanto, filtre o caos com o conselho de especialistas, educação e informações.
6 - E24/7 – Acesso em qualquer lugar, a qualquer hora... Eis o bilhete de entrada para o mundo 24 horas, sete dias por semana. O expediente normal de nada adianta para consumidores que as empresas estejam do seu lado.
7 - Conheça-me – Não se pode conquistar a lealdade do consumidor sem antesa saber o que ele deseja. Ouça, aprenda, e estude a vida deles, pois não basta apenas mergulhar em bancos de dados.
8 - Supere minhas expectativas – Até os clientes mais exigentes podem ficar impressionados, portanto impressione-os com cortesias, serviços surpreendentes e esforços adicionais que mostrem que você realmente se importa com eles.
9 - Recompense-me – Trate seus clientes como pessoas muito importantes, pois é exatamente o que são. Reconheça e conquiste sua lealdade.
10 - Fique ao meu lado – Fique ao lado de seus consumidores se quiser que eles fiquem ao seu lado. Cumpra suas promessas no pós-venda, mantenha contato de maneiras significativas e desenvolva sua marca a fim de acompanhar a evolução das necessidades de seus clientes que ocorrem ao longo do tempo.
O Comportamento do Consumidor Frente ao Atendimento e Serviços Prestados
O comportamento do consumidor está mudando de forma muito rápida e de certa forma essa mudança está acompanhada de mais exigências e de cada vez mais informações sobre os assuntos que os envolvem. As exigências tendem a aumentar na medida em que o nível de informação aumenta.
Para finalizar, o relacionamento entre empresas e consumidores é um caminho bastante eficaz para que se possa conseguir a fidelização dos consumidores. O cliente não compra produtos, compra os benefícios destes, e que não devemos vender simplesmente produtos e sim entender sua percepção em relação aos benefícios e surpreendê-lo com o atendimento.

Por Márcio Elídio Campi

1 de julho de 2010

Planejamento sem camisinha

Muito boa! Interessante ... demais!


Nestes últimos dias estive afastado do computador. Longe do Google, Twitter ou qualquer informação da web. E, ao contrário do que eu poderia imaginar, este “turn off” fez um bem danado pra minha cabeça planejators. Desde segunda-feira, cruzei a cidade de São Paulo para visitar famílias da classe C, em parceria com o @leolippel, planner que também está dando seus primeiros passos na carreira lá na NBS.
Antes de fazer estas visitas, tinha pesquisado tudo que podia pela internet e realmente achei que estava por dentro desta nova classe média.
Mas percebi que a web estava muito longe de me contar pra valer quem eram estas pessoas a hora que uma das entrevistadas, com uma condição social visivelmente hard core e cinco filhos pequenos em casa, nos serviu os salgadinhos que havia comprado só para nos receber.
Quando você cruza um terreno que abriga até três famílias, entra em uma casa com apenas quarto e cozinha e lá dentro vê computador, televisão tela plana, DVD, celular e grandes marcas à vista, aí sim (fomos surpreendidos novamente), você percebe que o mundo real existe e é muito mais brilhante que a foto na tela fria do computador.
Foi então que, por mais básico que seja, (uai, mas coluna é pra isso mesmo!), me toquei de uma coisa importante: no dia a dia, vamos atrofiando as pernas e se prendendo mais ao que o computador mostra do que o que as pessoas dizem.
A pesquisa na rua, a conversa com a vizinha, o tempo na estação de trem traz informações que vão muito além dos números do último relatório Nielsen.
Esses mergulhos no “mundo real” trazem sensações e experiências que nos ajudam a criar um ponto de vista próprio e não somente repetir o que alguém disse em um endereço HTTP qualquer.
Isso é o mesmo acontece com uma viagem, por exemplo. A internet tem todas as informações sobre o parque da Disney (preços, passagens, dicas, filmes, fotos, etc.), mas só quem um dia esteve cara a cara com o Castelo da Cinderela pode contar com sobre a experiência de visita à casa do Mickey.
E uma das tarefas do planejador não é viajar na viagem do cliente? Então!
Depois das pernas e o corpo cansado, mas com a cabeça vibrando, me toquei que fazer planejamento apenas com a web é como transar com camisinha: é correto, mas não é o mais gostoso!
Então, a partir de hoje, quero planejar mais sem camisinha da web…
1. Saindo mais pra rua com o olhar do cliente (não que você ande de ônibus ou vá ao supermercado, mas sair na rua com um propósito é totalmente diferente);
2. Conversando mais com pessoas reais do que caçando scrap de Orkut (alguém da agência sempre tem uma amiga de um vizinho que pode ser o target do seu job);
3. Não se preocupando em apresentar um resultado que seja fidedigno ao universo da amostra (afinal isso é papo de instituto de pesquisa)
4. Usando mais com aquilo uns chamam de coração, outros sexto-sentido e os planners de gut feelings;
5. Pensando mais em formas mais criativas de retratar a realidade (com livrinhos de anotações, cameras fotográficas, lápis de cor, clientes ocultos ou qualquer outra coisa diferente);
E aí? Você tem alguma dica ou experiência pra tornar nosso dia a dia mais interessante? Conta pra gente!

http://www.chmkt.com.br/2010/07/planejamento-sem-camisinha.html