20 de janeiro de 2010

Como conquistar consumidores engajados

O exemplo de O Teatro Mágico representa o engajamento que as marcas podem suscitar entre os consumidores e o poder que eles têm em ditar o que será sucesso ou não no mercado. “As empresas devem estar atentas aos canais, monitorando o que está sendo falado a respeito de sua marca”, aconselha Elvin de Oliveira Rocha, Sócio-Diretor da Engage, em entrevista ao Mundo do Marketing.
A partir do monitoramento sobre o que dizem estes consumidores é possível chegar a um dos temas em voga no Marketing Contemporâneo: a cocriação. “As empresas saíram do estágio em que ditavam regras para uma era de relacionamento. Por isso se fala em cocriação. É trazer o consumidor para dentro do processo de desenvolvimento de produto”, explica Genaro Galli (foto), professor da ESPM-RS e especialista em Marketing Contemporâneo.
Foi o que fez a Fiat para lançar o seu carro conceito no Brasil, o Fiat Mio. Em pouco mais de quatro meses de interação com consumidores pelo site www.fiatmio.cc, a empresa conseguiu reunir sete mil ideias de cerca de 10 mil internautas. Os comentários, sugestões e pedidos contribuíram para a concepção do novo modelo que será apresentado no Salão Internacional do Automóvel deste ano, em São Paulo.

by site Mundo do Marketing

Simplicidade gera maior visibilidade

Entre os desafios para os profissionais que pretendem trabalhar o Marketing Contemporâneo está a busca pela simplicidade. “Com o excesso de oferta e informação, muitas vezes a simplicidade acaba gerando maior visibilidade e relevância. Somos bombardeados por muitas marcas, produtos, extensões de linha e promoções complexas. O simples acaba sendo mais”, sugere Galli, da ESPM-RS.
Um exemplo da simplicidade de uma marca é a Red Bull. O energético é um produto que ninguém precisa explicar e tem apenas duas versões: light e normal. Outro obstáculo para as marcas é a disputa do espaço com os próprios consumidores. Esse fato, entretanto, pode ser usado a favor das empresas. “A Coca-Cola contratou os rapazes que fizeram uma experiência com Mentos e Diet Coke para divulgarem a marca de forma positiva”, exemplifica o especialista.
A Melissa também se uniu aos consumidores e contratou três adolescentes para escreverem no blog da marca e promoverem seus produtos. Uma delas é a hoje apresentadora da MTV, Mari Moon. Para garantir o sucesso com empreitadas como essas é necessário identificar personalidades que tenham afinidade e sinergia com a marca. Essas pessoas passam a ser mais do que consumidores, mas uma espécie de embaixadores da marca.

by site Mundo do Marketing

Inovar sem ser descartável

No byMK, as empresas também encontram um meio de se unir às consumidoras. “A empresa que faz uma ação no byMK não está apenas deixando uma mensagem, mas sim conquistando consumidores engajados. Damos peças de roupas da marca para que o cliente monte os seus looks”, explica Flavio Pripas, Sócio-Fundador do byMK, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Renner, Rexona, H. Stern e a revista Estilo são algumas das marcas que já realizaram ações em parceria com a rede social especializada em moda. Atualmente, o byMK está presente no lounge da Seda no São Paulo Fashion Week, que acontece até sexta-feira, dia 22. No espaço, os visitantes podem criar looks em uma tela touch screen que serão comentados na rede social.
Como tudo se descarta muito rápido nos dias de hoje, fazer Marketing dentro das redes sociais pode ser uma boa opção. “Qualquer look criado pode ser acessado pelos consumidores e ser aproveitado para ilustrar um blog ou um site, por exemplo”, conta Pripas, do byMK. É importante que as marcas mantenham-se firmes, mesmo diante deste cenário de descartabilidade, quando tudo perde sua importância e dá lugar a algo novo frequentemente.
Mas, se por um lado ser descartável não é bom, por outro é necessário se reiventar. “Vivemos a cultura beta, da descartabilidade. Vemos versões atualizadas todo momento. O consumidor incorporou isso e o desafio das marcas é procurarem inovação sem perder a essência”, declara Galli, da ESPM.

by site Mundo do Marketing

19 de janeiro de 2010

A hora de mudar a Marca

Pense nas marcas que, de alguma forma, fazem parte da sua vida. Preste atenção nas primeiras que vêm à cabeça. Elas ficam na memória por um motivo. Porque fazem parte do seu dia-a-dia, ou marcaram algum momento importante. Ou porque transmitem uma mensagem em que você acredita.
Uma marca pode ser um sabão em pó que resolveu a sua vida. Pode ser o brinquedo que o seu filho leva pra todo canto. Pode ser uma ONG com uma causa tão interessante, que já fez você se imaginar largar tudo e sair panfletando por aí, defendendo a mesma idéia.
Isso se chama relacionamento. Quando se atinge esse nível de comunicação e um produto passa a compartilhar momentos, emoções, crenças e valores com as pessoas, se cria uma marca. Através dela, um produto é capaz de comunicar-se com as pessoas em um nível mais profundo, é capaz de inspirar.
Mas, como em qualquer relacionamento, uma marca precisa evoluir, acompanhar as mudanças de seu público para não correr o risco de se desgastar. Toda marca corre o risco de ficar associada a idéias antigas ou não acompanhar as expectativas e desejos das novas gerações.
Quando o que a marca diz deixa de ter significado para o seu público e não responde à sua estrutura de negócios, ela fica obsoleta.
Revitalizar uma marca é um processo diferente de uma mudança. Mudar a fórmula do produto, criar uma nova embalagem, decidir trocar o nome ou criar anúncios revolucionários são mudanças que, sozinhas, podem ser impactantes, e até mesmo resultar em acréscimo de vendas. Mas uma mudança de longo prazo é uma decisão importante. Só quando é feita de forma global, com uma estratégia bem definida e uma visão abrangente, ela pode ser chamada de branding.
O branding é a disciplina responsável por entender o que há de único em uma marca – a sua essência. E, a partir dela, alinhar todas as iniciativas de comunicação, da propaganda à embalagem e promoção em uma mensagem clara, única e consistente.
Revitalizar uma marca com o olhar do branding é partir de sua essência para vê-la sob uma nova perspectiva. A partir dessa nova visão, a marca é capaz de ser essencialmente a mesma, mas transmitir um discurso relevante para todos os seus públicos.
Ao humanizar as relações entre os produtos e seus públicos, o branding é capaz de transformar consumidores em pessoas, produtos em experiências, identidades em personalidades, comunicação em diálogo e serviço em relacionamento. O branding é a ponte que liga o universo das marcas ao universo humano.
Um relacionamento humano é uma via de mão dupla. A marca se comunica e ouve o que as pessoas têm para falar. Esse retorno é a chave para que a marca identifique o que é preciso para se manter sempre atual, importante e viva na memória das pessoas.

por Ana Couto - Ana Couto Design

18 de janeiro de 2010

Sampling

A definição mais correta para Sampling é a distribuição, amostragem, degustação. Pode ser de material gráfico, produtos, brindes, etc.
Vulgarmente, conhecemos um dos vários adjetivos para um formato de Sampling como a tradicional “panfletagem”, entretanto, esse formato de divulgação, tendo um planejamento bem alinhado, complementa qualquer outra forma de propagar marca ou produto.
Uma prova disso é a quantidade de clientes que desejam realizar o Sampling em pontos de grande circulação como rodovias em praças de pedágio.
Nesses pontos, o Sampling pode ser feito via promotor, funcionário freelancer destinado à função,  funcionário da praça de pedágio, que ao coletar o valor de “passe” entregando o material.
Em 2009 no Paraná tivemos diversos clientes procurando este complemento e destacaram-se: FESP, Pernambucanas, Plastilit, Timbu e FAE.