18 de agosto de 2009

Branding: a imagem de uma marca

Não há dúvida de que estamos vivendo a era das marcas. Elas tornaram-se o principal direcionador do comportamento de compra de consumidores em qualquer canto do mundo. Considerando que a marca é a experiência total vivida por um consumidor, entende-se que tudo conta no julgamento de seu valor: tecnologia, qualidade, preço, design, estilo, aroma, ambiente, credibilidade, apelo emocional. Vários são os fatores que atualmente compõem a cesta de atributos que definem o poder de sedução de uma marca.
Os consumidores estão em uma permanente busca de novos significados para justificar seus atos de compra. E este é o novo papel das marcas. Elas estão sendo percebidas como algo que vai muito além de produtos, serviços, embalagens ou logotipos. Tornaram-se elos emocionais, provedoras de experiências sensoriais. Uma marca pode ser mais do que somente vista; pode ser sentida ou mais ainda, desejada. Esta questão passa a ser o grande desafio, fazer da experiência um feito memorável, seja qual for o tempo ou a intensidade do contato do consumidor com a marca.
O branding, que é o modelo de gestão baseado na marca, vem se disseminando de uma forma muito intensa no mundo corporativo. Por meio dele, é possível entender tudo que envolve a imagem de credibilidade de um negócio. É um estilo de gestão em que a marca é entendida como um denominador comum de valor que interessa a todos. Afinal de contas, uma marca forte beneficia a todos que com ela se relacionam: colaboradores, acionistas, clientes e fornecedores. Todos ajudam a construí-la e todos ganham com ela.
O branding prevê a mensuração permanente do valor da marca, seja por meio de métodos tecnicamente elaborados ou por métodos informais em que os indicadores são definidos por um comitê gestor da marca.
No branding, o que conta é a imagem percebida da marca. É pela percepção que estabelecemos julgamentos de valor, que estabelecemos comparações. Vale então a importância dos gestores de marcas focarem suas atenções na percepção dos consumidores. Não bastam boa comunicação nem boas intenções. Entra um capítulo muito especial conhecido por análise do comportamento do consumidor que inclui a semiótica e o entendimento dos complexos processos cognitivos de escolha.
Entendendo que a marca é uma permanente promessa de valor para o consumidor, o branding tem o compromisso de verificar a qualidade dessa relação de promessa e entrega. Verificar se é consistente nos múltiplos pontos de contato da marca, e em todos os níveis funcionais, do porteiro ao presidente.

por: NENÊ GUIMARÃES - Especialista em branding e sócio da g8design

5 de agosto de 2009

No final do arco-íris - por Alceu Cruz

Neste último fim de semana estive em Blumenau e pela manhã de sábado quando me dirigia ao ginásio da FURB avistei um arco-íris e lembrei que durante minha infância ouvi dezenas de histórias sobre duendes e seus potes de ouro. Perguntava-me se realmente existiam duendes, se eram pequeninos e porque deixavam o pote no final do arco-íris? Ficava inconformado quando verificava que o final do arco-íris era praticamente impossível de se achar, pois quanto mais eu caminhava em direção a ele, mais distante ficava. Até tentei procurar o pote de ouro no fim de um arco-íris feito com um jato de água da mangueira no quintal das minhas tias, mas o arco-íris ficava pela metade e não continuava (devia ser malandragem dos tais Duendes).
Percebi que a história do pote com moedas de ouro não representava um bem material, mas um bem inestimável, contendo tudo o que guardamos em nosso coração. Representa as pessoas que amamos, nossos desejos, nossos momentos inesquecíveis, nossas melhores lembranças, nossos sonhos e metas, o salto comemorativo da vitória de uma competição, o coração querendo sair do peito diante do reconhecimento no trabalho, a emoção de possuir um relacionamento feliz, o calor e a alegria imensurável do nascimento de um filho.O pote está localizado no final do arco-íris de nossos sentimentos, um lugar iluminado por nossas experiências de vida.
O pote não tem fundo assim como o arco-íris não tem fim. O valor que damos a cada segundo de nossas vidas representa a importância conforme nossas percepções.Quando acumular tamanho tesouro, que tal dividir com seus amigos, familiares e conhecidos? Alegria, sucesso e realização são alguns dos bens mais preciosos de nossas vidas. Poucos sabem reconhecê-los e desfrutá-los. Aumente seu tesouro dividindo-o com outras pessoas. Com certeza os sorrisos, agradecimentos e reconhecimentos que receberá agregarão ainda mais valor ao seu tesouro.

28 de julho de 2009

Estratégia - por Alceu Cruz

A formulação de estratégias compreensivas e assertivas, quando bem executadas, determinam o foco da empresa e consequentemente influenciam no resultado. Observar as necessidades e exigências dos clientes para construir um portfólio de produtos e serviços melhor elaborado comparativamente ao dos seus concorrentes, garantem um diferencial competitivo que se transforma em mais vendas com maior rentabilidade. Refletindo sobre este assunto, lembrei de uma estória muito bacana;
Um senhor com a idade bastante avançada vivia sozinho. Certo dia ele queria virar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado para ele. Seu único filho, que o ajudava nesta tarefa, estava na prisão. O homem então escreveu a seguinte carta ao filho: 'Querido Filho, estou triste, pois não vou poder plantar meu jardim este ano. Detesto não poder fazê-lo, porque sua mãe sempre adorava as flores, esta é a época do plantio. Mas eu estou velho demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar, pois estás na prisão. Com amor, Seu pai.'
Pouco depois, o pai recebeu o seguinte telegrama: 'PELO AMOR DE DEUS, pai, não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos'.
Como as correspondências eram monitoradas na prisão... Às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de Agentes do FBI e Policiais apareceram, e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo. Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera.
Esta foi a resposta: 'Pode plantar seu jardim agora, pai. Isso é o máximo que eu posso fazer no momento.'

Nada como uma boa estratégia para conseguir coisas que parecem impossíveis. Assim, é importante repensar sobre as pequenas coisas, que muitas vezes nós mesmos colocamos como obstáculos. 'Ter desafios é inevitável, ser derrotado por eles é opcional! Estratégia é tudo!!!

24 de julho de 2009

Pepsi sofre com os erros de Marketing

É notório afirmar que o comportamento do consumidor pode influenciar positivamente ou negativamente no sucesso e no faturamento de uma empresa. Estava lendo esta manhã via internet o "Valor Online" quando me deparei com esta reportagem;
A PepsiCo "pisou na bola" no marketing do isotônico Gatorade e os resultados do segundo trimestre sofreram com isso. As vendas fracas do produto colaboraram para a queda de 6% no faturamento da empresa na América do Norte, enquanto a rival Coca-Cola perdeu só 1%. Gatorade é a segunda bebida mais vendida da PepsiCo, atrás da Pepsi-Cola. Em janeiro, a empresa substituiu o nome Gatorade no rótulo por um grande "G" e encolheu o típico símbolo do raio. Comerciais de TV perguntaram aos consumidores: "O que é G?" A ideia era fazer com que a marca ficasse "descolada" novamente. Mas as mudanças confundiram os consumidores e a bebida perdeu uma fatia de 4,5% no mercado de isotônicos. O volume de vendas caiu 17,5% nos primeiros seis meses do ano. Foi o segundo tropeço de marketing da empresa em seis meses. Em fevereiro, a Pepsi desistiu da nova embalagem para o suco Tropicana, depois que consumidores se queixaram da caixa de aparência genérica que substituiu outra com uma laranja.
Típicamente um erro de Marketing, faltou pesquisa, faltou conhecer o comportamento do consumidor, erro estratégico, e muitos outros erros básicos que, para uma multinacional é imperdoável. Reposicionamento de marca requer muito estudo e por isso prezados leitores, afirmo que a grande sacada para evitar estes erros é saber exatamente como será o comportamento do seu consumidor se você (sua empresa) decidir mudar. Crie uma cultura voltada para a excelência em sua empresa ou no seu setor. Uma vez que temos que fazer, nada melhor do que fazer bem-feito.

16 de julho de 2009

Superexposição!!! - por Alceu Cruz

Ufaaa, passou um tempinho mas estou de volta! Ainda tem muita gente por aí confundindo marketing pessoal com superexposição. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, como diria um amigo meu. E veja que são coisas bem distintas, mas, acredite se quiser, tem profissional que confunde tudo. Deve ter lido em algum lugar ou escutado algum consultor ou amigo dizendo que tem de se promover e pronto: catástrofe. Cria-se mais um monstro da superexposição.
Para colocarmos as coisas em ordem, vale lembrar que marketing pessoal é uma ferramenta para o gerenciamento da imagem pessoal e profissional. Serve para melhorar a imagem que as pessoas têm a respeito de alguém, por exemplo. No trabalho o marketing pessoal pode ser utilizado como forma de valorização das atividades que um indivíduo executa. Ele faz, ele divulga. Ele cria um projeto, ele apresenta. Obviamente que estes exemplos são apenas uma vaga idéia do potencial que está por trás das diversas técnicas que esta ferramenta proporciona.

O fato é que algumas pessoas exageram na dose e acham que estão fazendo marketing pessoal. É como o bêbado social: enche a paciência de todo mundo com aquelas piadinhas sem graça e acredita que está agradando. A todo instante “querem aparecer” e isso mais atrapalha do que ajuda. Uma das premissas do marketing pessoal é justamente saber dosar a exposição. De menos, você não será lembrado. Aquela vaga tão sonhada ou a promoção que estava por vir, não chegará. É preciso que as pessoas realmente saibam do seu potencial, das suas qualidades e qualificações. Ninguém quer ou vai adivinhar, é preciso mostrar. Para isso é necessário criar estratégias de exposição. Saber estar nos lugares certos, participar dos eventos e reuniões mais estratégicos e, mais do que tudo, agir naturalmente.

Agora, quando a exposição é demasiada cria-se um outro problema: o “mala”. Com tudo que tem direito: sem alça, sem rodinhas, pesada e velha. Ninguém agüenta! Sabe aquele cidadão que quando chega na rodinha do café todo mundo vai embora porque lembrou de alguma coisa pra fazer? Na verdade, todos estavam é querendo fugir daquela pessoa chata que só conta vantagem, só fala de si mesmo, que olha para o próprio umbigo o tempo todo. Mesmo quando não há a oportunidade para falar ele resolve abrir a boca.
Para não ser taxado de mala é preciso tomar alguns cuidados. O primeiro é fazer uma auto-análise profunda. Muitas vezes isso não é possível sozinho, pois a tendência é não enxergar o que faz de errado. Se for o caso pergunte para um amigo próximo, uma pessoa de confiança ou a ajuda de um profissional, um consultor de imagem. Avalie como está sua exposição. Faça o teste da rodinha do café.
Em segundo lugar tenha em mente que cuidar da imagem pessoal é preciso observar. Veja aquelas pessoas que são bem sucedidas. O que elas fazem? Como se comportam? Converse com elas, sinta o que elas transmitem a você. Nunca copie, mas aprenda com elas.
E por último esteja aberto para as críticas. Ouça, reflita, filtre e mude sempre que necessário. Vivemos um mundo de intensa transformação. Precisamos nos adaptar às mudanças do mundo ou ficamos para trás. Transforme-se, seja melhor para si mesmo. Cuide da sua imagem, da sua exposição e faça o marketing pessoal correto. Sucesso!!!